Que exames são feitos antes de um implante dentário?

Antes de avançar para um implante dentário, a clínica faz sempre uma avaliação prévia. Normalmente inclui um exame clínico à boca e às gengivas, uma radiografia ou tomografia computorizada (CBCT) para ver o osso em detalhe, e por vezes outros exames complementares conforme o historial de saúde da pessoa. É esta avaliação que permite perceber se o caso é indicado para implante e que tipo de planeamento faz sentido, sempre dependente da avaliação clínica de cada situação.
Porque é que a avaliação vem sempre primeiro
Cada boca tem uma história diferente: dentes perdidos há mais ou menos tempo, osso que foi reabsorvendo com os anos, gengivas mais ou menos saudáveis. Avançar para um implante sem perceber estes fatores aumenta o risco de o plano não ser o mais adequado. Por isso a consulta de avaliação não é um formalismo, é o momento em que se decide se o implante é indicado e como deve ser feito.
Na página de implantes dentários explicamos como esta primeira fase se encaixa no processo todo, da avaliação até à colocação.
O exame clínico e o historial de saúde
A primeira parte da avaliação é observar a boca: estado das gengivas, dentes ainda presentes, zona onde falta o dente, oclusão (como os dentes encaixam ao morder). A isto junta-se uma conversa sobre o historial de saúde da pessoa, como medicação habitual, hábito de fumar, diabetes ou outras condições que possam influenciar a cicatrização. Nada disto serve para travar o tratamento à partida, serve para o clínico ter toda a informação antes de propor um plano.
Muitas pessoas chegam a esta consulta com receio de que algum destes fatores as impeça automaticamente de fazer o implante. Na prática, cada caso é avaliado individualmente, e é o conjunto da informação clínica que determina o que é possível.
Radiografia e tomografia computorizada (CBCT)
A imagem é a parte mais técnica da avaliação. Uma radiografia panorâmica dá uma visão geral da boca, mas é a tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT) que permite ver o osso em três dimensões, com a altura, a largura e a densidade da zona onde o implante vai ficar. Este exame também ajuda a localizar estruturas próximas, como o nervo dentário inferior ou os seios maxilares, que precisam de ser respeitadas no planeamento.
É com base nesta imagem que se decide o tamanho e a posição exatos do implante, e se é preciso algum procedimento adicional antes de o colocar.
Avaliar a quantidade e a qualidade do osso
Uma das perguntas mais comuns nesta fase é se há osso suficiente. A resposta depende sempre do caso e da zona da boca em questão. Quando falta um dente há vários anos, é normal que o osso tenha reduzido de volume, e isso é algo que a CBCT mostra com clareza.
Quando o osso disponível não é o ideal para a posição planeada, existem opções a considerar, consoante o que a avaliação clínica indicar para aquela situação específica. O que importa reter é que a falta de osso não significa, por si só, que o implante esteja fora de questão. Significa apenas que o plano de tratamento precisa de ser ajustado ao que existe.
Outros exames, caso a caso
Dependendo do historial de saúde, a clínica pode pedir exames complementares, como análises ao sangue, sobretudo se existirem condições que possam interferir na cicatrização. Isto não é uma regra fixa para todos os pacientes, é uma avaliação feita pessoa a pessoa.
Se a pessoa tomar medicação de forma regular, vale a pena levar essa informação para a consulta, incluindo anticoagulantes ou medicação para osteoporose, já que são temas habitualmente abordados nesta fase.
Depois da avaliação
Com os exames feitos, o clínico explica o que foi observado e propõe um plano de tratamento ajustado ao caso. É também o momento certo para a pessoa colocar as suas próprias dúvidas, sobre o número de consultas previsto, os cuidados a ter ou qualquer outra questão que tenha ficado por esclarecer.
Se está a pensar em avançar com um implante e quer perceber primeiro o que os exames diriam sobre o seu caso, pode marcar uma avaliação gratuita e sem compromisso pelo WhatsApp da Cliisdent. É a forma mais direta de analisar a sua situação concreta e perceber os próximos passos, sem qualquer obrigação de avançar. Para conhecer melhor a equipa e o espaço, pode também visitar a página sobre a clínica.
Perguntas frequentes
Tenho sempre de fazer uma tomografia (CBCT) antes do implante?
Na maioria dos casos sim, porque é o exame que mostra o osso em três dimensões com mais detalhe. A necessidade exata depende sempre da avaliação clínica de cada situação.
Os exames mostram se tenho osso suficiente?
Sim, é precisamente para isso que servem a radiografia e a tomografia. Se o osso disponível não for o ideal, o plano de tratamento é ajustado, sempre dependendo da avaliação clínica do caso.
Preciso de fazer análises ao sangue antes do implante?
Nem sempre. Isso depende do historial de saúde de cada pessoa e é decidido caso a caso durante a consulta de avaliação.
Fumar influencia os exames ou o plano de tratamento?
É uma informação que o clínico tem em conta na avaliação, porque pode influenciar a cicatrização. Não impede automaticamente o tratamento, mas é sempre analisada dentro do caso concreto.
Quanto tempo depois dos exames sei se posso avançar?
Varia consoante a clínica e a complexidade do caso. Normalmente, o próprio clínico explica o plano e os passos seguintes logo após analisar os resultados dos exames.
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